Por muito independentes que achemos que somos, só o somos cabalmente quando, do ponto de vista financeiro, nos bastamos a nós mesmas. Esta foi uma lição que aprendi cedo. Quando, aos 16 anos, o meu pai me disse que faria o quisesse quando começasse a pagar as minhas contas, percebi que o controlo (sempre aparente…) sobre a minha vida só existiria de facto quando não precisasse deles para tomar as decisões que entendia serem melhores para mim.

Não muito tempo depois, já ganhava o suficiente para pagar as minhas contas, embora continuasse a viver em casa dos meus pais. E isso permitiu-me juntar dinheiro, ter mais liberdade e ganhar o respeito dos meus pais como pessoa adulta. Desde aí, não mais quis depender financeiramente de ninguém e ainda hoje, a viver numa economia familiar em que o dinheiro é “nosso”, não perco de vista a importância de ser autónoma nesse sentido.

E ser financeiramente autónoma é fundamental porque nos permite a liberdade da escolha, de tomarmos a nossas próprias decisões, de, entre tantas outras coisas, podermos sair de uma relação que já não nos deixa felizes porque sabemos que temos como nos sustentar.

Está na hora de sermos “grandinhas” e deixarmos de esperar que seja o namorado, marido, parceiro de vida a salvar-nos desta responsabilidade que nos cabe. Ser financeiramente independente deve estar na nossa lista de concretizações, de objetivos a atingir, como mulheres adultas que somos.

Para isso, precisamos de

  • definir objectivos
  • controlar o dinheiro que ganhamos e gastamos
  • ter informação financeira para melhor tomada de decisões
  • controlar os gastos desnecessários e a criação de dívida

Ser financeiramente independente significa coisa diferentes ao longo da vida. Aos 16 anos, queria ter dinheiro para não ter que ouvir o meu pai; aos 44, gosto de saber que, se a vida me enviar uma surpresa menos boa, eu tomarei a melhor decisão e não a que me for financeiramente viável. O que significa para vocês? E o que podem fazer, neste momento, para trabalhar para esse objectivo?

Questões importantes que não devem ficar sem pensamento, nem sem resposta.

Fotografia: Istockphoto

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