Como seres gregários que somos, crescemos em ligação com os outros. Precisamos da família, dos amigos, de pessoas a quem recorrer quando a coisa aperta, de os saber perto e parte do que chamamos “os nossos”. Como diz o ditado, “no man is an island”, e ninguém é uma ilha, de facto.

Somos o que somos, em grande parte, pelo modo como interagimos com o ambiente que nos rodeia e o apoio que nos dão é fundamental para o nosso bem-estar.

Isto não significa que o ideal é ter muita gente à volta ou passarmos todo o tempo acompanhados. Antes, implica que saibamos quem são as pessoas com quem podemos contar em alturas-chave das nossas vidas, sendo que nem sempre essas pessoas são as de quem nos sentimos mais próximas ou estamos em permanência.

Por exemplo, tenho um grupo de três amigas com quem não estou com grande regularidade mas sei que, caso o meu mundo desabe, elas são as primeiras a abrir-me a porta de casa e providenciar albergue indefinido. E quem diz albergue diz qualquer outra coisa.

Um carro que avaria a meio da noite a caminho do Porto, uma morte repentina na família, um abraço para ensopar um choro que não pára.

Quem tem filhos e uma logística associada conhece bem a sorte de ter pais e avós disponíveis para ajudar a cuidar das crianças. Sem eles, acredito, muitas mulheres optariam por não ser mães ou por ficar por um filho, apenas.

Depois de satisfeitas as necessidades básicas, ter um entorno social que nos apoie é fundamental para o nosso bem-estar, sobretudo mental. Saber que se não pudermos estar, fazer, participar, há alguém que o pode fazer por nós, é um dos garantes de um quotidiano mais tranquilo, sem correrias, nem ansiedades.

Além disso, a sensação de pertencermos a um grupo que nos apoia e a quem apoiamos de volta é uma das mais elementares formas de ligações aos outros.

Vivemos isso na adolescência e voltamos a vivê-lo na idade adulta, quando nos deixamos a imaturidade de lado e aprendemos a estender a mão ao outro e a aceitar a mão que se estende de volta.

Por isso, pensem: quem são as pessoas do vosso sistema de apoio? Que características têm que as torna tão importantes? O que é que cada uma delas traz à vossa vida? E partilhem connosco a vossa experiência.

 

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