Se alguma coisa aprendi nos últimos tempos sobre alimentação foi a beber mais água e a comer entre as refeições principais. Tenho feito um esforço para chegar ao litro e meio por dia (combinando com os chás quentes que o tempo frio pede) e criei um alarme que toca às 11:00 e às 16:30 para me lembrar de lanchar.

Mas, muitas vezes, ignoro o alarme, porque estou ao telefone ou quero acabar de responder a um email. Má jogada.

Esqueço-me de comer, chego à hora de almoço ou jantar cheia de fome e, quando dou por mim, já devorei um pão e quatro garfadas de massa, mesmo antes de me sentar à mesa.

Já percebi que, se quero comer de forma razoável (e nem estou a falar de dietas, mas apenas da qualidade da minha digestão), tenho de ser mais disciplinada no que toca aos meus snacks. Primeiro passo é deixar de ignorar o alarme. O segundo passo é ter sempre por perto opções que cumpram dois requisitos: serem mesmo saciantes e não exigirem grande preparação.

 

Depois de várias experiências, deixo-vos os meus quatro snacks preferidos:

Tâmaras. Gosto muito de comer duas a meio da manhã. O facto de serem bastante doces ajuda-me a controlar o desejo de limpar duas bolas de Berlim da pastelaria da esquina. Além disso, são muito nutritivas. Prefiro sempre as tâmaras medjool: apesar de mais caras do que as tradicionais, são maiores e muito mais saborosas. Quase sempre aproveito para as acompanhar com um café.

 

Ovo. Uma das maravilhas da natureza. Um verdadeiro shot de proteína e muitas outras coisas boas que ajuda a acalmar um estômago esfomeado. O ovo cozido é um dos meus snacks preferidos depois de um treino ao final do dia, quando não vou logo jantar. Desta minha lista é o único que exige alguma preparação mas, convenhamos, não é assim tão complicado. Costumo cozer vários ao domingo à noite para depois ter em stock no frigorífico, prontos a comer.

Black Bar, da Gold Nutrition. Se, como eu, têm um fraquinho por chocolate preto, não há melhor snack do que este. Esta barrita é doce sem ser enjoativa, tem uma textura muito suave e faz-me ficar muito satisfeita (chamam-lhe satiety bar e com razão). Além de rica em proteína, a Black Bar tem glucomano, uma fibra que incha em contacto com a água, o que potencia essa sensação de saciedade. É comer a barrita e beber um copo de água, não falha. É, aliás, uma boa opção para os dias em que sabemos que vamos almoçar ou jantar mais tarde do que o habitual e não queremos ficar cheias de fome.

 

Iogurte natural com flocos de espelta tufada enriquecida com mel. Eu sei, parece mesmo muito específico, mas é muito bom. Escolham um iogurte natural e misturem uma colher de sopa destes flocos. O mel torna-os doces (mas com índice glicémico mais baixo do que se tivessem açúcar), são crocantes e têm um sabor intenso. Prefiro sempre optar por um iogurte não açucarado, não só por uma questão de saúde, mas para evitar que fique enjoativo.

 

Tal como em tudo o que diz respeito à alimentação, é sempre bom consultar um nutricionista para perceber se os snacks que escolhemos estão a ir ao encontro dos nossos objectivos (de saúde ou, em particular, de emagrecimento). Eu, por enquanto, alterno entre estes quatro e adoro.

E vocês? O que costumam comer a meio do dia?

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