Quando há umas semanas, qual perdigueira, farejei por aí o cheiro a donuts da Damn Doughnuts, pus-me em campo. As redes sociais estavam pejadas deles e eu, pessoa que não passa uma semana sem trincar um, queria muito provar.

Sucede que a compra de um destes pequeninos não é como ir ao supermercado. É preciso saber onde vão ser feitas as entregas e, caso tenhamos a sorte de ficar em caminho, passar por lá e levá-los, após encomenda previamente feita via Instagram da marca.

Como sou uma pessoa que, às vezes, se acha mais esperta que as outras, e depois de perceber que o chef e criador destes Damn é o Nuno Mota, mais conhecido como Alho Francês, chef vegan e marido da nossa beauty blogger fetiche, a Jael Correia, ainda tentei meter uma cunha, ao que ela me respondeu, e muito bem: “Isso é com o meu marido. Tens de ir vendo onde é que eles vão estando e encomendar.”

E eu meti a viola no saco e mandei-me ao Instagram da Damn Doughnuts. Quando percebi que iam estar ontem mesmo ao lado do quartel-general da Liiv, encomendei um de cada.

A saber: Glacé ao Citron (cobertura de açúcar com sabor a limão), É Peaners (cobertura de manteiga de amendoim), Jackie Brown (cobertura de chocolate preto com flor de sal), White Walker (cobertura de chocolate branco e avelã), Mia Wallace (envolvidos em açúcar granulado e canela) e Dulce Far Niente (recheio de glacé e caramelo salgado).

Ora bem, começar pelo que é bom: todos. Embora os meus favoritos sejam, claramente o Jackie Brown, cuja flor de sal lhe dá um fim de boca óptimo, e o Glacé ao Citron, que sou uma pessoa que gosta do doce com sabor cítrico.

A base é a mesma para todos (incluindo os recheados) e é bastante boa. A consistência é óptima e o doce é suficiente. Agora percebo porque razão os donuts da Panrico me alimentam a alma mas fazem doer os dentes: são os quilos de açúcar que aquilo tem.

Estes têm a medida certa de açúcar e, não sendo gordurosos, têm este “problema” de não apetecer parar de comer, até porque não enjoam. Eu bem sei que sou um pequeno Labrador, que só páro de comer quando já não há mais nada, mas alguém aqui na Liiv (cujo nome me vou abster de pronunciar…) ainda comia mais uns 10. Portanto, sim, duas aprovações.

Porém, acho caro. Cada um custa 3 euros e eu entendo o preço. O material, a mão de obra, a entrega, tudo isso tem um custo, sobretudo quando é feito em quantidades mais pequenas e não em modo industrial, com conservantes.

Além disso, são Vegan, ou seja, não tem produtos de origem animal ou conservantes e é utilizada uma dose mínima de açúcar na massa, dependendo a sua doçura de cada cobertura e recheio.

Mas recomendo. Caso tenham 3 euros para dar por um donut, são deliciosos. Se me quiserem oferecer um bolo de aniversário feito em Damn Doughnuts, não se acanhem. É só em Setembro, têm tempo para se organizar. Sim? Nunca vos pedi nada, vá. 🙂

Fotografia: Istockphoto

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