Andei a contar as semanas até poder fazer um Bistrô com os meus pratos favoritos da melhor gastronomia do mundo, a italiana. Adoro a comida portuguesa mas quem me tira as massas, as anti-pasti, as bisteca, as trufas, os osso buco, e todos os pratos alpinos, tira-me tudo.

Aqui vou colocar apenas as receitas que já experimentei. Como deverão calcular pelo meu grau de “nabice” culinária, a maioria saiu-me mal as primeiras 10 vezes, mas eu gosto tanto que insisti. E por ter insistido, estou confortável em deixar-vos aqui o meu top 5 de excelentes pratos, E NENHUM DELES É PIZZA.

Segunda-feira

Começamos com um Pollo alla Cacciatora (Frango à Caçadora), italian style, que é diferente do modo como por cá se faz, sobretudo porque esta receita leva anchovas. Se não gostarem, não as incluem. Elas têm aquele tipo de sabor que só serve o palato de quem gosta daquele sabor forte, como eu. Dica: se as incluirem, cuidado com o sal. A primeira vez que fiz esta receita coloquei-o cedo demais e, ao apurar, o sal e o sabor forte e igualmente salgado das anchovas tornou o prato incomestível. Sugestão: usem bom molho de tomate e boas azeitonas, sobretudo se optarem por ir anchovas free. Parece de somenos mas são dois ingredientes com muita prevalência no sabor geral do prato.

Terça-feira

Depois dos sabores fortes, os paladares mais simples. Claro que tinha de haver um prato de massa e este é especialmente bom, sobretudo porque, de todos as pastas, os  Orecchetti bate as outras todas. Mais uma vez, procurem um bom molho de tomate. Quanto mais simples os pratos, mais importante se torna a qualidade dos alimentos. Neste caso, além do molho, há outro ingrediente-estrela: o manjericão. Uso uma “técnica” que vi uma vez num programa da minha deusa da cozinha, a Nigella: cortar as folhas de manjericão em pedaços pequenos e envolver bem na massa ainda quente. As folhas amolecem mas soltam a fragrância. Não sei se resulta inteiramente mas quero acreditar que sim. De resto, esta é a típica receita de “mistura tudo e já está.” Simples, rápida e fácil de fazer. E boa.

Quarta-feira

Gosto tanto de comida italiana que até os vegetais me sabem bem. Sobretudo, antes da refeição. Por isso, trouxe-vos o mais simples que há e, mais uma vez (estou chata?), arranjem bons produtos. Porque nada é mais natural que bons vegetais bem temperados e cozinhados no forno, sobretudo nesta marinada. Se tenho tempo, faço-o a baixa temperatura para não ficarem demasiado espapaçados. Regra geral, uso beringela, courgette, pimento, tomate, batata doce (este já é um acrescento lusitano mas não fica mal) espargos e azeitonas. E depois olho para as especiarias e junto-lhe o que me apetecer no momento. No final, azeite e oregãos. É um prato óptimo para quem está a tentar enfardar muito à refeição principal.

Quinta-feira

Esta é daquelas receitas que nos leva longe na imaginação, a tardes de verão italianas e brisa quente a Sul. Pêssegos, burrata e pão. Grelho os pêssegos (ou nectarinas) e depois de cozinhados parto em pedaços grandes, junto os restantes ingredientes igualmente desmanchados em pedaços, tempero e já está. Nem imaginam a figuraça que fazem com esta receita. Até eu me surpreendi a mim mesma quando a fiz pela primeira vez.

Sexta-feira

Para esta receita, uso salsichas de peru, mas das do talho. Depois, dou-lhes um corte e tiro a película que as envolve. Nessa altura, elas deixam de ter a mesma forma cilíndrica e eu desfaço-as em pedaços. Coloco-as num tabuleiro no qual junto os vegetais (normalmente, os restos que andam pelo frigorífico), tempero, 30 minutos a temperatura média e já está. Óptima domingos de calor.

 

E vocês? Receitas, dicas, truques para cozinhar como em Itália, como é? Quem tem?

Fotografia: Istockphoto

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