As infeções do trato urinário (também chamadas de infeções urinárias) e a candidíase vaginal são das afeções mais comuns das mulheres. No entanto, há muito quem tenha dificuldade em distingui-las e, como tal, não faça uma prevenção adequada. Para que conheçam melhor o que vos assola e saibam como tratar, aqui ficam um mini-guia, que não dispensa uma visita ao médico.

 

Infecção do Trato Urinário

São infecções que afectam o sistema urinário. As bactérias entram através da uretra, começam a multiplicar-se na bexiga, e podem subir até ao rim. Caso não sejam detectadas a tempo, podem infectar todo o sistema e levar a complicações muito graves, como a sepsis.

Estas infeções dividem-se em cistite (bexiga), uretrite (uretra) e pielonefrite (rim). A cistite é a mais comum nas mulheres e, por isso, vamos concentrar-nos nessa.

Cistite – o que é?

É uma infecção bacteriana na bexiga.

Quais as causas? 

Entre 70% a 80%  das cistites são provocadas pela bactéria Escherichia Coli. Elas ocorrem devido à contaminação de microorganismos na região vaginal ou peri-anal, o que facilita a entrada de bactérias para a bexiga e daí para o todo o sistema urinário, caso não seja tratada.

Mas existem outros factores que facilitam esta contaminação e que se prendem com a alteração do PH da vagina:

  • relações sexuais: porque potenciam a introdução de bactérias para o interior da vagina e a sua subida destas bactérias pela uretra até a bexiga
  • a menstruação
  • utilização de produtos de limpeza vaginais
  • candidíase
  • o envelhecimento: porque diminui as defesas de proteção do corpo

Quais os sintomas?

  • dor, ardor e desconforto, sobretudo ao urinar
  • vontade de urinar várias vezes e sempre em muito pequenas quantidades
  • urina baça com cheiro intenso
  • sangue na urina, mas nem sempre acontece

Caso sintam um mal-estar constante, com dores musculares, náuseas, vómitos, sem apetite, procurem um médico com urgência, já que isso pode ser sinal de uma infeção mais grave.

Qual o tratamento?

Sendo a cistite o tipo de infeção mais comum, ela é também a mais simples de tratar. Depois da urocultura feita (exame à urina para determinar a existência de infeção e qual o tipo de bactéria que a está a causar), o médico decidirá qual a medicação a tomar. Normalmente, um antibiótico.

Se tiverem mais de 2 infeções em 6 meses, ou 3 em 1 ano, isso é considerado infeção urinária de repetição, pelo que deverá ser visto pelo urologista de forma mais profunda.

Como evitar?

  • beber água regularmente
  • urinar sempre a seguir a ter relações sexuais – para evitar que as bactérias se acumulem, limpando sempre da frente para trás
  • usar roupa interior de algodão, para diminuir a concentração de microorganismos
  • preferir pensos higiénicos a tampões e mudá-los com regularidade
  • lavar localmente com sabão neutro

Evitar o picante, bebidas com gás, tabaco, café e alimentos ácidos, sobretudo durante o tratamento.

 

Candidíase

O que é?

É uma infeção vaginal provocada pelo fungo candida , sendo a mais frequente a provocada pela estirpe candida albicans. É muito comum e estima-se que 3 em cada 4 mulheres a contraia, pelo menos, uma vez ao longo da vida.

A candida é um fungo que está naturalmente presente no nosso organismo, no canal genital, e não provoca nenhum tipo de patologia. Mas quando o seu hospedeiro, nós, estamos com as defesas em baixo, ele aproveita para se manifestar e provocar infecção. Assim, tudo o que possa afectar o sistema imunitário é potencialmente factor de infecção.

Quais as causas?

  • tratamento com antibióticos
  • gravidez
  • obesidade
  • tratamento com glicocorticoides e imunossupressores
  • roupas de lycra e mal ventiladas
  • doenças autoimunes ou imunidade alterada
  • uso de toalhetes, pensos higiénicos diários ou sabonetes “íntimos”
  • duches vaginais

Quais os sintomas?

  • ardor, prurido ou irritação na zona vulvar
  • secreção vaginal com textura mais espessa que o normal

Qual o tratamento?

Antifúngicos, em creme ou pomada, dependendo do aconselhamento médico.

 

Espero que vos tenha sido útil este mini-guia, o qual, naturalmente, não dispensa a visita regular ao ginecologista, nem uma consulta extra caso algum destes sintomas se manifestem. Cuidemos da nossa saúde e estejamos atentas ao nosso corpo.

 

Fonte: saudecuf.pt e saudebemestar.pt

 

 

 

 

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