Sabemos que o dinheiro não nos dá felicidade, mas como dizem, e bem, os ingleses, “will at least help you be miserable in comfort”, ou seja, nos dias mais chatos e cansativos, ajuda-nos a ficar mais confortáveis. E foi ao ouvir esta frase que comecei a olhar à minha volta, em casa, e a tentar identificar os objectos que me proporcionam bem-estar.

Há quem goste de velas, de lã e agulhas para fazer tricô, ou de sentir o aroma do incenso. De ter um ecrã gigante para ver os filmes preferidos ou apenas um ramo de flores frescas. Para mim, são estes cinco objectos que, de uma maneira ou de outra, me aquecem o corpo e o coração.

Uns são mais caros, outros mais baratos, mas todos me permitem ter o prazer que procuro (e mereço, já agora), principalmente nos dias em que a vida me troca as voltas.

 

A manta polar da Women’s Secret

No Outono e no Inverno anda comigo pela casa. Ora vai para o sofá da sala, ora para o quarto. É roubada pelas crianças e também serve para nos escondermos todos debaixo dela e ver desenhos animados. É suave, quente e leve. Tudo o que eu preciso para me refastelar no sofá e aninhar as crias (sim, só elas. É o que dá ter um marido acalorado que só em temperaturas negativas deixa de usar manga curta).

 

A máquina de café com moinho da Krups

Foi com grande orgulho que entrei num loja tradicional de chás e cafés, ali perto da Avenida de República, e anunciei que me tinha desfeito das cápsulas e queria café em grão.

Aqui na Liiv, neste ponto, a doutrina diverge: há quem ame as cápsulas da Nespresso, da Delta e tantas outras marcas, mas também há fãs, como eu, do cheirinho e do sabor do café acabado de moer. Adoro o barulho do moinho logo pela manhã, o sabor do expresso fresquinho, a espuma que fica perfeita depois de a máquina ter sido usada algumas vezes. Comprar esta Krups é um investimento mas, se a carteira permitir, vale muito a pena.

 

O saco térmico de sementes

Desde que a minha cunhada, sensível aos problemas de estômago e costas da família, me ofereceu um saco destes, não quero outra coisa. Serve para pôr na barriga quando temos dores, para colocar nas costas quando há uma contractura ou para pôr debaixo dos lençóis nos dias frios (com a vantagem, face aos sacos de água quente, de não haver risco de rebentar e fazer queimaduras).

Aquece-se no microondas, tem um imediato efeito terapêutico. Sei que há sacos térmicos destes feitos com diferentes tipos de sementes e respectivas vantagens; é uma questão de escolherem o vosso preferido. Deixo-vos aqui o link de um projecto social de Coimbra, o Ergue-te, feito por e para mulheres, onde podem comprar estes sacos térmicos, bordados e tudo.

 

A coluna portátil da Sony

É leve, tem bluetooth e anda pela casa comigo. Assim posso ouvir música sem parecer um adolescente alheado da vida real com auscultadores nos ouvidos. Está ligado ao meu Spotify e permite-me fazer duas coisas: relaxar quando é preciso e, uma das coisas que mais gosto de fazer, que é dançar. Se o resto da família se juntar, é ainda mais divertido, se bem que às vezes já começo a ouvir um “mãe… já chega” (e ainda “ontem” era eu que tinha vergonha dos meus pais quando eles agiam como… pessoas).

 

A garrafa de vinho do Porto

Nesta era do saudável em que os fundamentalismos se atropelam uns aos outros, parece quase um sacrilégio dizer que o nosso bem-estar pode residir num copo de vinho, neste caso, do Porto. Mas é verdade, pelo menos para mim. Há dias em que um cálice me dá conforto, ajuda a temperar uma conversa ou a relaxar no final de um dia de trabalho quando as crianças já estão a dormir. Se for bebido a dois, então ainda faz mais sentido e mais efeito.

E como gosto de vos mostrar coisas realmente boas, atentem que esta garrafa é uma das melhores relações qualidade/preço que há no mercado. É mil vezes melhor que aqueles vinhos do Porto servidos em coffee-break, mas não tem o preço exorbitante de outros que já entram na categoria de relíquias.  Não é barato, baratinho, mas convenhamos que se bebe aos poucos (esperemos) e dura anos e anos.

 

Estes são os meus cinco preferidos, que convoco ao longo do anos e dos meus dias, em momentos distintos. Gosto deles pelo quão me fazem sentir confortável e, provavelmente, pelas memórias que construí com as pessoas que amo e em que eles também estiveram presentes.

 

E vocês? Quais são os vosso objectos de bem-estar?

 

🙂

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