Antes de começar, um aviso: isto não é a coisa mais perigosa do mundo, mas tudo o que meta agulhas na cara é coisa para se informarem primeiro, sobretudo com o vosso dermatologista.

Andava há muito tempo a ler sobre o tema. Aos 44, a pele não tem o viço de outros tempos, o colagénio já não abunda, o brilho também não e, apesar de não ter a pele muito marcada, gosto de fazer para que ela se mantenha o mais saudável possível. E o que quero que saibam é isto: comigo funciona mas há que ter cuidado no modo como se faz a coisa. Por partes.

O que é o microneedling?

Também chamado de CIT (Colagen Induction Therapy). É um procedimento que envolve dois tipos de utensílios, Dermapen e Dermaroller, os dois usados do mesmo modo: as suas micro agulhas penetram na primeira camada da pele com o propósito de a rejuvenescer através da estimulação da produção de colagénio. Por sua vez, isso atenua rugas e ajuda a a amenizar as marcas deixadas pelo sol, acne, hiperpigmentação e cicatrizes. Além disso, os micro canais criados pelas agulhas permite que os produtos que usamos sejam mais facilmente absorvidos e entrem mais profundamente.

A promessa deste procedimento não invasivo só se cumpre se isto for feito por um profissional, porque as agulhas são de outro diâmetro, mais compridas e grossas, o que implica uma anestesia e as mãos de quem sabe o que faz.

É possível ser feito em casa?

Mais ou menos. Pode ser feito com dermaroller, mas com agulhas mais curtas e finas e com menos resultados que o esperado. Ou seja, para quem procura a versão caseira à espera de eliminar rastos de sol a mais e marcas de borbulhas não vai gostar do resultado. Mas para quem quer uma pele mais viçosa sem se preocupar com marcas, funciona bastante bem.

Na minha experiência, numa pele que não tem marcas de nada a não ser as da passagem do tempo, ela fica, efectivamente, mais brilhante e com uma aparência de maior vitalidade. Além disso, fica super hidratada porque tudo o que lhe meto penetra, de facto, em profundidade.

Dói?

O meu dermaroller tem agulhas de 0.2 mm. Sinto-as na pele, naturalmente que picam mas não geram desconforto, não são dolorosas. Para terem uma ideia, feita por profissionais, elas podem chegar a 2 mm o que implica, aí sim, o uso de creme anestesiante.

Como usar?

Depois de limpar o dermaroller com álcool, limpo a pele, começo pelo pescoço e vou subindo. Evito as zonas à volta dos olhos mas, de resto, é como se estivesse a pintar a cara com um mini rolo, durante uns dois ou três minutos. De seguida, aplico o sérum e depois o hidratante. Faço isto uma ou duas vezes por semana, sempre à noite, e sinto-me bastante satisfeita com os resultados.

Cuidados a ter:

  1. É normal sentirem um pequeno ardor no final, que não dura muito. Por isso, aconselho que seja feito sempre à noite. Na manhã seguinte o ardor e até alguma vermelhidão terão desaparecido e a pele terá um aspecto fresco.
  2. Nos dias do dermaroller, evitar o retinol se a pele for sensível a este ácido. Optar por séruns com vitamina C, antioxidantes e ácido hialurónico. Mas se a pele reagir bem ao retinol, usá-lo em abundância, sobretudo se o intuito é atenuar rugas.
  3. Comprem um dermaroller decente, lembrem-se que tem agulhas. Não vale a pena poupar nisto. Aqui encontram bom e barato.

 

Em suma, para resultados mais eficazes, microneedling com profissional. Para resultados médios, dermaroller em casa já traz benefícios que se vejam. Mas lembrem-se: nada funciona sozinho. O melhor cuidado da pele é um estilo de vida saudável, sobretudo dormir, beber água, limpar e hidratar a pele.

 

2 Replies to “Microneedling e dermarolling: agulhas amigas”

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